quarta-feira, dezembro 07, 2005

Faça você mesma

Não tem jeito. Minha namorada não conseguiu esconder a expressão de decepção quando eu disse que, no meu aniversário, iríamos jantar fora. Não adiantou eu argumentar que um restaurante é mais confortável, com garçom e ar condicionado. Ela queria fazer uma comidinha para mim e, invariavelmente, sentiu-se preterida. Nem eu nem ela estamos “morando bem” atualmente, de forma que nossas residências não seriam o local ideal para a comemoração. Pelo menos não na hora do jantar. Mas não adianta. Mais uma vez, ela se sentiu rejeitada como cozinheira (já escrevi sobre isso antes – leiam “Ciúme da comida”).

A solução seria criar restaurantes tipo “faça você mesmo”. Ou melhor: “faça você mesma”, já que é a mulher quem vai fazer. Os clientes pagariam uma taxa pelo uso do local, incluindo aluguel da cozinha, pratos, talheres, copos e o atendimento dos garçons. O restaurante só forneceria bebidas, que seriam pagas por fora. Aí, já que é tão importante e indispensável para certas mulheres cozinhar para seus homens, elas poderiam ir para a cozinha e preparar a refeição. Depois ela própria traria a comida à mesa, se quisesse, mas poderia contar com o auxílio dos garçons. E nem precisaria se preocupar em lavar a louça depois. Pronto! Juntar-se-ia o melhor dos dois mundos: o conforto e o aconchego de um restaurante com o carinho da comidinha feita pela mulher. E nós, homens, poderíamos desfrutar de toda a mordomia sem decepcionar mulheres que fazem questão de ir pra cozinha pra se sentirem importantes na vida da gente.

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